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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Para se psicologar: Frases sobre as pessoas
Super-Sherlocrismo
A psicanálise...
Uma das mais fascinantes modalidades
do gênero policial,em que o detetive procura desvendar um crime que o próprio criminoso ignora, MÁRIO QUINTANA
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"Não exite certo
Nem errado
todo munda
Tem razão
O ponto
de vista
é que é o ponto
da questão!" CAIO GOMES
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"ruas têm coração de pedra
não espere nada do seu amor por elas
a não ser cimento, asfalto e uma família nova
na casa de um velho conhecido
quando menos se espera uma rua muda de sentido" RICARDO SILVESTRIN
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"eu faço as minhas coisas,
você faz as suas
não estou neste mundo para
viver de acordo
com suas expectativas e
você não está neste mundo
para
viver de acordo com as minhas
você é você
eu sou eu
e se por acaso
nos encontrarmos,
é lindo se não
não há nada a fazer"!FRITZ PERLS
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"espírito natalino
cruzar os braços, passivamente,
querendo do céu milagres ralos.
é o mesmo que esperar
presentes de papai noel,
sem comprá-los!" LEILA MICCOLIS
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"A vida é o que acontece conosco enquanto fazemos outros planos". BEN BAGLAY
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"filosofia
sem ela não se pensa na vida se vive sem pensar" anônimo
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"o que esperam de meninos
que adolescem entre bombas...pombas..." FÀBIO BAQUEIRO
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"O poeta se faz vidente através de um longo,
imenso e refetido
desregramento de todos os sentidos." ARTHUR RIMBAUD
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Educação,psicologia,infancia!
A RELAÇAO COM O SABER: CONCEITOS E DEFINIÇÕES
As análises precedentes permitem explicitar e definir o conceito de relação com o saber.
O conceito de relação com o saber
A relação com o saber é uma forma da relação com o mundo: é essa a proposição básica. Voltemos ao ponto de partida: a condição antropológica, fundamento de toda e qualquer elaboração teórica sobre a relação com o saber. "Por um lado", a .criança enquanto indivíduo humano inacabado; "do outro", um mundo pré-existente e já estruturado. Mas, precisamente, não se deve situá-las assim, frente a frente, pois isso impedirá que se pense sua relação. A criança não é um objeto incompleto situado em um "ambiente" (um conjunto de outros objetos em torno dela). Situar o problema em termos de ambiente é precipitar-se em inextricáveis dificuldades, pois, assim, é-se obrigado a raciocinar em termos de influências do ambiente sobre a criança. Mas "a influência" não influencia senão quem se deixa influenciar por essa influência... Um evento, um lugar, uma pessoa produzem efeitos sobre tal indivíduo sem por isso surtir obrigatoriamente um efeito sobre outro indivíduo, que apresenta no entanto as mesmas características objetivas. Em outras palavras, um é "influenciado" e o outro, não. Para entender isso, deve-se procurar a relação que existe entre cada um desses indivíduos e esse evento, esse lugar, etc. Isso quer dizer que, na verdade, a "influência" é uma relação e, não, uma ação exercida pelo ambiente sobre o indivíduo. É em termos de relações que, efetivamente, se deve pensar, dado que o que está em jogo é um ser vivo e, mais ainda, um sujeito. Um ser vivo não está situado em um ambiente: está em relação com um meio. Está biologicamente aberto para esse meio, orientado para ele, dele se alimenta, o assimila2, de maneira que o que era elemento do meio se torna recurso do ser vivo. Inversamente, o meio não é uma soma de dados físico-químicos, mas, sim, um conjunto de significados vitais. Conforme escreve G. Canguilhem, "um ser vivo não se reduz a uma encruzilhada de influências", "se o ser vivo não procurar, nada receberá", "entre o ser vivo e o meio, a relação se estabelece como debate" (Canguilhem, 1952). Para o homem, esse meio é um mundo, que ele partilha com outros. A relação com o saber é relação de um sujeito com o mundo, com ele mesmo e com os outros. É relação com o mundo como conjunto de significados, mas, também, como espaço de atividades, e se inscreve no tempo. Precisemos esses três pontos; O mundo é dado ao homem somente através do que ele percebe, imagina, pensa desse mundo, através do que ele deseja, do que ele sente: o mundo se oferece a ele como conjunto de significados, partilhados com outros homens. O homem só tem um mundo porque tem acesso ao universo dos significados, ao "simbólico"; e nesse universo simbólico é que se estabelecem as relações entre o sujeito e os outros, entre o sujeito e ele mesmo. Assim, a relação com o saber, forma de relação com o mundo, é uma relação com sistemas simbólicos, notadamente, com a linguagem. Nem por isso devemos esquecer que o sujeito e o mundo não se confundem. O homem tem um corpo, é dinamismo, energia a ser despendida e reconstituída; o mundo tem uma materialidade, ele preexiste, e permanecerá, independentemente do sujeito. Apropriar-se do mundo é também apoderar-se materialmente dele, molda-lo, transformá-lo. O mundo não é apenas conjunto de significados, é, também, horizonte de atividades. Assim, a relação com o saber implica uma atividade do sujeito. É exatamente para marcar essa "exterioridade" do mundo e do sujeito é que eu falo em "relação" com o saber, de preferência a "ligação" com o saber: o termo "relação" indica melhor que o sujeito se relaciona com algo que lhe é externo (Mosconi, in Beillerot, Blanchard-Laville, Mosconi et al., 1996). Por fim, a relação com o saber é relação com o tempo. A apropriação do mundo, a construção de si mesmo, a inscrição em uma rede de relações com os outros - "o aprender" - requerem tempo e jamais acabam. Esse tempo é o de uma história: a da espécie humana, que transmite um patrimônio a cada geração; a do sujeito; a da linhagem que engendrou o sujeito e que ele engendrará. Esse tempo não é homogêneo, é ritmado por "momentos" significativos, por ocasiões, por rupturas; é o tempo da aventura humana, a da espécie, a do indivíduo. Esse tempo, por fim, se desenvolve em três dimensões, que se interpenetram e se supõem uma à outra: o presente, o passado, o futuro. São essas as dimensões constitutivas do conceito de relação com o saber. Analisar a relação com o saber é estudar o sujeito confrontado à obrigação de aprender, em um mundo que ele partilha com outros: a relação com o saber é relação com o mundo, relação consigo mesmo, relação com os outros. Analisar a relação com o saber é analisar uma relação simbólica, ativa e temporal. Essa análise concerne à relação com o saber que um sujeito singular inscreve num espaço social.
A relação com o saber como objeto de pesquisa
Um conceito pode ser definido, seja em referência aos dados empíricos que ele pode ordenar e pensar, seja em referência às suas relações constitutivas. Assim, o conceito de árvore denota (designa) carvalhos, pinheiros} as.árvores que estão abaixo de minhas janelas e conota (remete a) um vegetal lenhoso que possui um tronco e se ramifica. Ocorre com o conceito de relação com o saber o mesmo que com todo e qualquer conceito. Analisar a relação com o saber pode ser, de acordo com o momento do processo, seja ordenar dados empíricos, seja identificar relações características. Que faz o pesquisador que estuda a relação com o saber? Estudam relações com lugares, pessoas, objetos, conteúdos de pensamento, situações, normas relacionais, etc.; na medida em que, é claro, está em jogo a questão do aprender e do saber. Analisa, então, por exemplo, relações com a escola, com os professores; com os pais, com os amigos, com a matemática, com as máquinas, com o desemprego, com o futuro, etc. Pode nomear essas relações pelo que as designa ("com a escola," "com os professores," etc.). Pode, também, se quer evitar uma enumeração, dizer que está estudando relações com o saber (ou com o aprender):!. Essas relações articulam-se entre si, em configurações cujo número não éinfinit04: as figuras do aprender (que são figuras da relação com o saber). O pesquisador analisa essas figuras, que ele constrói reunindo os dados empíricos em constelações5 e procurando identificar os processos que caracterizam essas figuras. Apresentei, no capítulo anterior, algumas dessas figuras do aprender (atendo-me à dimensão epistêmica). O pesquisador analisa também a articulação dessas relações em um psiquismo singular: dirá, então, que estuda a relação de um determinado indivíduo com o saber. Por fim, o pesquisador se interessa pelas relações entre as diversas figuras da relação com o saber, ou entre as dimensões da relação de um determinado indivíduo com o saber. Isso o leva a estudar as relações constitutivas da relação com o saber e as ligações entre essas relações (relações com o mundo, com o outro, consigo mesmo, com os sistemas simbólicos, com as formas de atividade, com o tempo). Analisa então a relação com o saber (enquanto conceito que procura desenvolver).
As definições da relação com o saber
A definição da relação com o saber pode remeter para o próprio conceito, ou para um momento dado do processo de pesquisa; tudo depende do destinatário e do uso potencial dessa definição. Talvez seja por isso que eu apresentei uma certa variação nas definições que propus anteriormente; e é essa a razão pela qual hoje proporei várias definições. Em 1982, eu definia a relação com o saber assim: "Chamo relação com o saber o conjunto de imagens, de expectativas e de juízos que concernem ao mesmo tempo ao sentido e à função social do saber e da escola, à disciplina ensinada, à situação de aprendizado e a nós mesmos" (Charlot, 1982)6. Essa definição procedia por acumulação de relações com o saber. Também, apresenta a vantagem de ser muito "intuitiva" ("concreta", alguns diriam, mas eu evito essa palavra tanto quanto possível.). Ao mesmo tempo, ela ocultava a idéia, essencial, de relação. Pode-se, se assim se quiser, conservar essa definição, sem esquecer, no entanto, que a relação com o saber é um conjunto de relações e, não, uma acumulação de conteúdos psíquicos, e estendendo-se a definição para além do saber-objeto e da escola. Em 1992, preocupado com o rigor formal, eu propunha a seguinte definição: "A relação com o saber é uma relação de sentido, portanto, de valor, entre um indivíduo (ou um grupo) e os processos ou produtos do saber" (Charlot, Bautier e Rochex, 1992). Essa definição tem o mérito de enfatizar a noção de relação, mas apresenta dois defeitos: por um lado, é tão formal, que tem-se revelado pouco operatória; por outro lado, oculta, desta vez, a pluralidade das relações. Pode-se, se assim se quiser, conservar essa definição, porém, com uma correção: a relação com o saber é um conjunto de relações...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Filmes com temáticas psicológicas!
O TALENTOSO RIPLEY
Alguns filmes que tratam do tema "doença" mental abordam de forma correta os transtornos emocionais que seus personagens apresentam.
Mas em outros, encontramos situações que vem de contra as teorias psicológicas, e o que é observado nos consultórios de atendimento de psicanalistas, psicólogos e psiquiatras. No filme "O Talentoso Ripley" (The Talented Mr. Ripley - 1999), o personagem principal, vivido por Matt Damon, apresenta características de personalidade perversa. Neste tipo de personalidade, as pessoas vêm a obter satisfação de maneira diferente da satisfação sexual direta. O personagem deste filme não se envolve de fato com nenhuma pessoa, mesmo vindo a usar de sedução com outros personagens do filme para alcançar seus objetivos. Sua forma de obter prazer é através dos golpes que aplica no filme nas pessoas.
História da amizade entre o Ten. Cel. Frank Slade, um militar que ficou cego, e o jovem estudante Charlie Simms. Charlie, procurando emprego para poder passar o feriado de Ação de Graças com os pais, se oferece para cuidar do Tenente enquanto a sobrinha dele sai de viagem. Frank acaba arrastando Charlie para Nova York, onde o Tenente pretende passar um final de semana inesquecível e aproveitar cada minuto de sua vida antes de cometer suicídio. Mas Charlie precisa resolver alguns problemas em seu colégio, e o Tenente acaba se envolvendo com a história do garoto.
O diretor John Polson reúne dois grandes nomes de diferentes gerações neste suspense psicológico que tem uma surpreendente reviravolta final. David Callaway (Robert De Niro, de O Enviado) é um psicólogo que tem uma vida feliz ao lado da mulher (Amy Irving, de Bossa Nova) e da filha de nove anos, Emily (Dakota Fanning, de Chamas da Vingança), até o dia em que sua esposa se mata. Tentando reconstruir a vida e ajudar a filha a superar o trauma, os dois se mudam para uma casa cercada por um bosque numa pequena cidade. Mas Emily parece não superar a perda da mãe. Ela inventa um amigo invisível que começa a fazer crueldades e deixa o pai cada vez mais assustado. David, porém, duvida que esse amigo seja mesmo invisível, chegando a cogitar que algum vizinho possa estar assediando sua filha. O amigo oculto fica ainda mais perigoso quando o psicólogo se envolve com a bela Elizabeth (Elisabeth Shue, de O Homem sem Sombra). Sustos garantidos e atmosfera sombria fazem de O Amigo Oculto um dos thrillers mais interessantes da última temporada.
Menina má.com - Garota de 14 anos se encontra em uma lanchonete com um fotógrafo de 30 anos que ela conheceu pela internet. Só que esse encontro começa a tomar rumos inesperados...
Mentiras sinceras
James (Tom Wilkinson) e Anne Manning (Emily Watson) aparentemente tem o casamento perfeito. Eles vivem em Londres, próximo ao trabalho de James, e também possuem uma casa de campo no interior. James acredita que a vida do casal é feliz e completa, até descobrir o envolvimento de sua esposa com Bill Bule (Rupert Everett).
Filme que dá seqüência ao plano do premiado diretor Lars Von Trier (de Dançando no Escuro) de fazer uma trilogia sobre os Estados Unidos. Essa é a segunda parte, que repete a mesma fórmula da primeira ao abdicar de cenários e filmar tudo em um grande palco, com uma espécie de planta que designa os espaços desenhada no chão. Porém, ao contrario de Dogville, que tinha linhas brancas sob um chão preto, aqui as linhas são pretas sobre um chão branco. Aqui o tema explorado pelo diretor dinamarquês é a questão do preconceito racial norte-americano. Mais uma vez é a personagem Grace que se envolve com essa dura realidade. Aqui, saí Nicole Kidman e entra Bryce Dallas Howard para viver a personagem. Após escapar de Dogville, ela saí vagando pelos Estados Unidos e encontra abrigo em uma fazenda do sul do páis que ainda mantém o regime escravocrata mesmo anos depois dele ter sido abolido. Ali, os senhores vivem na casa grande e os negros trabalham sem nenhum pagamento ou privilégio, e ainda são castigados quando cometem algo de errado. Mais uma vez, o diretor desenvolveu um roteiro forte e muito bem feito. Ele explora o tema com profundidade e faz uma leitura que apresenta vários pontos de vista sobre o tema: o dos senhores, o dos escrevos e também o de Grace, a estranha que chega e tenta impor a força um regime democrático na fazendo (o que guarda semelhanças com a imposição do próprio país na invasão ao Iraque). Mais uma vez, e mesmo usando a mesma fórmula, o filme surpreende e prova que Von Trier ainda tem muito o que dizer sobre o país, mesmo sem nunca ter colocado os pés nele.
Depois da boa receptividade alcançada por A Queda, o cinema alemão vem com mais um filme tocando nas antigas feridas causadas pelo nazismo. Essa produção, focaliza um importante pé de página da história germanica acontecido durante Segunda Guerra Mundial. A produção mostra os seis últimos dias de Sophie Scholl, uma jovem de 21 anos que fazia parte da Rosa Branca, um movimento de resistência não-violenta constituído por universitários de Munique. A Rosa Branca não tinha nenhum poder e se limitava a distribuir panfletos, mas o martírio de Sophie e seu amigos se tornou uma espécie de símbolo da luta contra o nazismo. O coração da fita é o longo interrogatório entre Sophie (a expressiva Julia Jentsch) e o investigador da Gestapo. Ele detesta a ideologia da garota, mas admira sua coragem. Depois acontece o julgamento e os membros da Rosa Branca têm que enfrentar um desprezível juiz. O filme não apela para o histrionismo e apesar do inevitável final trágico, a postura consciente e estóica de Sophie transmite um tom otimista e confiante.
Quase Deuses conta a história verdadeira e emocionante de dois homens que desafiaram as regras em sua época para iniciar uma revolução médica. Na Baltimore dos anos 40, o Dr. Alfred Blalock (Alan Rickman, de Harry Potter e o Cálice de Fogo) e o técnico de laboratório Vivien Thomas (Mos Def, de Uma Saída de Mestre) realizam cirurgias cardíacas usando uma técnica sem precedentes, atuando como equipe de uma maneira impressionante. Mas ao mesmo tempo em que travam uma corrida contra o tempo para salvarem a vida de um bebê, ambos ocupam diferentes condições sociais na cidade. Blalock é o saudável homem branco que comanda o Departamento Cirúrgico do Hospital Johns Hopkins; Thomas é negro e pobre, um habilidoso carpinteiro. Quando Blalock e Thomas desbravam um novo campo da medicina, salvando milhares de vidas graças ao processo, as pressões sociais ameaçam minar sua parceria e por um fim à amizade que nasceu entre eles.
História da amizade entre o Ten. Cel. Frank Slade, um militar que ficou cego, e o jovem estudante Charlie Simms. Charlie, procurando emprego para poder passar o feriado de Ação de Graças com os pais, se oferece para cuidar do Tenente enquanto a sobrinha dele sai de viagem. Frank acaba arrastando Charlie para Nova York, onde o Tenente pretende passar um final de semana inesquecível e aproveitar cada minuto de sua vida antes de cometer suicídio. Mas Charlie precisa resolver alguns problemas em seu colégio, e o Tenente acaba se envolvendo com a história do garoto.
O diretor John Polson reúne dois grandes nomes de diferentes gerações neste suspense psicológico que tem uma surpreendente reviravolta final. David Callaway (Robert De Niro, de O Enviado) é um psicólogo que tem uma vida feliz ao lado da mulher (Amy Irving, de Bossa Nova) e da filha de nove anos, Emily (Dakota Fanning, de Chamas da Vingança), até o dia em que sua esposa se mata. Tentando reconstruir a vida e ajudar a filha a superar o trauma, os dois se mudam para uma casa cercada por um bosque numa pequena cidade. Mas Emily parece não superar a perda da mãe. Ela inventa um amigo invisível que começa a fazer crueldades e deixa o pai cada vez mais assustado. David, porém, duvida que esse amigo seja mesmo invisível, chegando a cogitar que algum vizinho possa estar assediando sua filha. O amigo oculto fica ainda mais perigoso quando o psicólogo se envolve com a bela Elizabeth (Elisabeth Shue, de O Homem sem Sombra). Sustos garantidos e atmosfera sombria fazem de O Amigo Oculto um dos thrillers mais interessantes da última temporada.
Este drama perturbador e vigoroso marca a estréia na direção de Catherine Hardwicke. Ela co-assina o roteiro em parceria com sua ex-afilhada Nikki Reed, que aqui registra experiências reais vividas em sua recente adolescência. Apesar de Reed também ser uma das atrizes do filme, o seu alter-ego, Tracy, é assumido, com surpreendente entrega e talento, pela jovem Evan Rachel Wood (Desaparecidas). Reed interpreta Evie, a melhor amiga da protagonista. Apesar de receber o amor, talvez excessivo, da mãe, Melanie (Holly Hunter, de O 5o. Passo), Tracy é uma adolescente carente e tímida, deslocada socialmente no colégio. Para se enturmar e se sentir parte de um grupo, ela se aproxima da extrovertida e rebelde Evie, que lhe ensina como ser uma garota legal. E legal, aqui, significa mergulhar num espiral descontrolado de sexo e consumo de drogas. Melanie percebe aos poucos que sua filha está mudando, mas não sabe identificar a verdadeira razão. Assustada e incomodada, ela tenta se comunicar com Tracy, que sempre a rechaça. O retrato sensível e por vezes quase documental do desajuste juvenil e da dificuldade no amadurecimento da personalidade é traduzido à perfeição por Rachel Wood, que oferece uma das interpretações mais autênticas e viscerais dos últimos anos. A perda da inocência pelo desfrute fútil de sexo, drogas e rock'n'roll assusta, mas é um libelo importante e vital para espectadores de todas as idades. Ainda no elenco, Jeremy Sisto (Pânico na Floresta) e Deborah Unger (Crash ? Estranhos Prazeres), no papel da mãe de Evie.
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